sábado, fevereiro 14, 2009

# CCLXXXV - ... um caso raro ...

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[Esculturas de Juan Muñoz, Serralves, Fev'09]




Neste dia, manda o calendário que se celebre o amor.


O amor que se tem.


O amor que se teve.


O amor que se deseja.


O amor que se escapa, como finos grãos de areia, por entre os dedos...


José Jimenez foi um cantautor mexicano que o soube traduzir muito bem.

É também assombrosa, arrepiante e única a interpretação que Chavela Vargas faz deste tema.

Hoje, em que o amor faz negócio, deixo em partilha... o desamor.




DE UN MUNDO RARO
De José Alfredo Jiménez por Chavela Vargas


Cuando te hablen de amor y de ilusiones
y te ofrezcan un sol y un cielo entero
si te acuerdas de mi no me menciones
porque vas a sentir amor del bueno.


Y si quieren saber de tu pasado
es preciso decir una mentira
di que vienes de allá de un mundo raro
que no sabes llorar
que no entiendes de amor
y que nunca has amado.

Porque yo adonde voy
hablaré de tu amor
como un sueño dorado,
y olvidando el rencor
no diré que tu adiós
me volvió desgraciado.


Y si quieren saber de mi pasado
es preciso decir otra mentira,
les diré que llegué de un mundo raro,
que no se del dolor,
que triunfe en el amor
y que nunca he llorado.



4 comentários:

deep disse...

Muito, muito bonitos, canção e poema. Obrigada pela partilha.

É pena que o amor se tenha tornado um "produto". O amor só deveria permitir a troca directa.

Bom domingo. :)

tsiwari disse...

deep : por vezes, nós próprios tomamos o amor dos outros como um produto, esquecemo-nos que o nosso amor pode ser mais do que um simples produto para outrém...

Teias complicadas de urdir, as do amor!

Bom domingo para ti, ***

Anónimo disse...

É a primeira vez que escrevo aqui no blog. Tenho sido, apenas, um leitor curioso pelas coisas que escreve e que nos dá a ouvir. E tantas coisas que já aprendi a ouvir consigo, em outros tempos e agora.
Antes de mais, belas fotos de uma exposição fantástica, na minha opinião, uma das melhores que passou nos últimos tempos em Serralves.
Em relação ao tema, o amor não devia de ser uma celebração diária, ou somos pessoas demasiado ocupadas para lembrarmos do amor, o amor que nos rodeia!? Talvez não! Talvez, apenas o dêmos por adquirido e nesta data, o comércio lembra-nos que afinal ele existe e com uns euros damos-lhe forma. Sem generalizar.
Afinal, o verdadeiro amor constrói-se e dá-se todos os dias.

Cumprimentos, Go.

tsiwari disse...

Go: obrigado pelas palavras simpáticas. É bom saber que este blog tem assim, de alguma forma, influência no que alguém vai ouvindo, descobrindo,....

Abç e volte sempre.