domingo, dezembro 31, 2006

# CLXXIX - E, para 2007, desejo...



(É certinho, nesta altura do ano, depois do jantar...)

... que todos sigamos a sugestão de Cole Porter - Let's do it!
Pode ser na versão do talentoso carioca Chico Buarque, com a companhia da gatíssima assanhada Elza Soares - Façamos (Vamos amar)!

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Façamos (Vamos Amar)

Os cidadãos no Japão fazem / Lá na China um bilhão fazem
Façamos vamos amar
Os espanhóis, os lapões fazem / Lituanos e letões fazem
Façamos vamos amar
Os alemães em Berlim fazem / E também lá em bom / Em Bombaim fazem
Os hindus acham bom / Nisseis, níqueis e sansseis fazem
Lá em São Francisco muitos gays fazem
Façamos vamos amar

Os rouxinóis, os saraus fazem / Picantes pica-paus fazem
Façamos vamos amar
Os uirapurus no Pará fazem / Tico-ticos no fubá fazem
Façamos vamos amar
Chinfrins, galinhas afim fazem / E jamais dizem não
Corujas sim fazem, sábias como elas são
Muitos perus todos nus fazem / Gaviões, pavões e urubus fazem
Façamos vamos amar

Dourados, mão, Solimões fazem / Camarões em Camarões fazem
Façamos vamos amar
Piranhas só por fazer fazem / Namorados por prazer fazem
Façamos vamos amar
Peixes eléctricos bem fazem / Entre beijos e choques
Garçons também fazem / Sem falar nos adoques
Salmões no sal em geral fazem / Bacalhaus no mar em Portugal fazem
Façamos vamos amar

Libélulas em bambus fazem / Centopéias sem tabus fazem
Façamos vamos amar
Os louva-deuses com fé fazem / Dizem que bichos de pé fazem
Façamos vamos amar
As taturanas também fazem / Um ardor em comum
Grilos meu bem fazem / E sem grilo nenhum
Com seus ferrões os zangões fazem / Pulgas em calcinhas e calções fazem
Façamos vamos amar
Tamanduás e tatus fazem / Corajosos cangurus fazem
Façamos vamos amar

(Lá vem com a mãe) Coelho e só e tão só fazem
Macaquinhos no cipó fazem
Façamos vamos amar
Gatinhas com seus gatões fazem / Tantos gritos de ais
Os garanhões fazem / Estes fazem demais
Leões ao léu, são do céu, fazem
Ursos lambuzando-se no mel fazem
Façamos vamos amar





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Adenda : Podem ver o vídeo(banda desenhada bem engraçada!) em
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sexta-feira, dezembro 29, 2006

# CLXXVIII - Por onde andará...Paulo Bragança?


(Do álbum Amai)

Surgiu envolto em irreverência, cantando clássicos com novas roupagens e dando a conhecer novos temas emprestando, para tal, a sua voz e a sua atitude únicas no panorama lusitano.

O tema que hoje trago é uma mistura de canções que julgo serem mirandesas. Belíssimo!

Que é feito dele?

PS - Por onde andará... roubado a Zeca Baleiro.





terça-feira, dezembro 26, 2006

# CLXXVII - Magia? Feitiço?


(As primeiras camélias, da velha japoneira, são sempre bem vindas para alegrarem a casa! Como um feitiço, ano após ano...)

Não é de agora. Desde que me lembro, sempre participei nas festinhas da escola dos miúdos. Natal e fim de ano, sobretudo. E incubido da animação de som e luzes, lá estamos os do costume. Preparo música para ir pondo, nos intervalos.
Claro que procuro ir ao encontro dos gostos da pequenada. Costuma ser mais ou menos fácil, até porque os tenho cá em casa, também.
Mas desta vez fiquei mesmo surpreendido. Não é que, num só coro, desde os da pré-primária até aos do quarto ano todos sabiam esta canção, palavra por palavra?? E afinadinhos... Estarão todos assim românticos?
Acho que foi Feitiço!

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André Sardet - Foi Feitiço

Eu gostava de olhar para ti
E dizer-te que és uma luz
Que me acende a noite
me guia de dia e seduz

Eu gostava de ser como tu
Não ter asas e poder voar
ter o céu como fundo
ir ao fim do mundo e voltar

Eu não sei o que me aconteceu
Foi feitiço!
O que é que me deu?
para gostar tanto assim de alguém como tu

Eu gostava que olhasses para mim
E sentisses que sou o teu mar
Mergulhasses sem medo
um olhar em segredo
Só para eu te abraçar

O primeiro impulso,
é sempre mais justo
É mais verdadeiro.
E o primeiro susto,
dá voltas e voltas
Na volta redonda de
um beijo profundo







domingo, dezembro 24, 2006

# CLXXVI - Canções de Natal (Little drumer boy)

(Na festa deste Natal)


A canção (letra e música) Little Drummer Boy foi composta por Katherine K. Davis, Henry Onorati e Harry Simeone no ano remoto de1958.
Contém nada mais nada menos do que vinte e um "rum pum pum pum".
É, de todas as canções de Natal, a minha favorita. A que, para mim, melhor traduz o verdadeiro espírito de Natal: a entrega, o encanto, o despojamento...

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Little Drummer Boy


Come they told me, pa rum pum pum pum
A new born King to see, pa rum pum pum pum
Our finest gifts we bring, pa rum pum pum pum
To lay before the King, pa rum pum pum pum,
rum pum pum pum, rum pum pum pum,
So to honor Him, pa rum pum pum pum,
When we come.

Little Baby, pa rum pum pum pum
I am a poor boy too, pa rum pum pum pum
I have no gift to bring, pa rum pum pum pum
That's fit to give the King, pa rum pum pum pum,
rum pum pum pum, rum pum pum pum,
Shall I play for you, pa rum pum pum pum,
On my drum?

Mary nodded, pa rum pum pum pum
The ox and lamb kept time, pa rum pum pum pum
I played my drum for Him, pa rum pum pum pum
I played my best for Him, pa rum pum pum pum,
rum pum pum pum, rum pum pum pum,
Then He smiled at me, pa rum pum pum pum
Me and my drum.

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Há imensas versões deste tema. Em várias línguas (inglês, francês, português, castelhano, italiano...). Encanto-me, sobretudo, com esta dos Jackson5:






sábado, dezembro 23, 2006

# CLXXV - Ainda neste Natal


O presépio cá de casa, no ano anterior...

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HISTÓRIA ANTIGA - MIGUEL TORGA




Era uma vez, lá na Judeia, um rei. /Feio bicho, de resto:

Uma cara de burro sem cabresto / E duas grandes tranças.

A gente olhava, reparava, e via / Que naquela figura não havia

Olhos de quem gosta de crianças.


E, na verdade, assim acontecia. / Porque um dia,

O malvado, / Só por ter o poder de quem é rei

Por não ter coração, / Sem mais nem menos,

Mandou matar quantos eram pequenos

Nas cidades e aldeias da Nação.


Mas, / Por acaso ou milagre, aconteceu

Que, num burrinho pela areia fora, / Fugiu

Daquelas mãos de sangue um pequenito

Que o vivo sol da vida acarinhou; / E bastou / Esse palmo de sonho

Para encher este mundo de alegria; / Para crescer, ser Deus;

E meter no inferno o tal das tranças, / Só porque ele não gostava de crianças.



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Ouçam, dita por Nuno Miguel Henriques: