sábado, fevereiro 10, 2007

# CLXXXVII - Divas - Dezoito - Patricia Kaas


(As flores teimam em regressar, malgré tout)

Com alguma pena, assisto à decadência da língua francesa por terras lusas. Em jeito de brincadeira, costumo dizer "C'est une langue pour le lit!".

Com o desuso da língua, também se perderam as canções francesas mais actuais. Desta nova vaga (se se pode chamar assim à Kaas - que já cá anda nestas lidas desde 1988), aprecio de sobremaneira a Patricia Kaas. Fica uma canção para aguçar apetites, gravada no seu concerto no Olympia e, para mim, a melhor versão deste tema:


LES HOMMES QUI PASSENT (D. Barbelivien - F. Bernheim)

Les hommes qui passent Maman
M'envoient toujours des cartes postales
Des Bahamas Maman
Les hommes qui passent tout le temps
Sont musiciens artistes peintres ou comédiens
Souvent.
Les hommes qui passent Maman
M'offrent toujours une jolie chambre
Avec terrasse Maman
Les hommes qui passent je sens
Qu'ils ont le coeur à marée basse des envies d'océan.
Les hommes qui passent pourtant
Qu'est-ce que j'aimerai en voler un
Pour un mois pour un an
Les hommes qui passent Maman
Les hommes qui passent tout le temps
Ne me donnent jamais rien que de l'argent.

Les hommes qui passent Maman
Leurs nuits d'amour sont des étoiles
Qui laissent des traces Maman
Les hommes qui passent violents
Sont toujours ceux qui ont gardé
Un coeur d'enfant perdant.
Les hommes qui passent pourtant
Qu'est-ce que j'aimerai en voler un
Pour un mois pour un an
Les hommes qui passent Maman
Ne me donnent jamais rien que de l'argent.

Les hommes qui passent Maman
Ont des sourires qui sont un peu
Comme des grimaces Maman
Les hommes qui passent troublants
Me laissent toujours avec mes rêves
Et mes angoisses d'avant.
Les hommes qui passent pourtant
Qu'est-ce que j'aimerai en voler un
Pour un mois pour un an
Les hommes qui passent Maman
Ne me donnent jamais rien que de l'argent.

Les hommes qui passent Maman
Les hommes qui passent Maman
Les hommes qui passent pourtant
Les hommes qui passent Maman.





10 comentários:

cap disse...

É uma bela canção! Inolvidável, também, é a versão dela da "Aigle Noire", muito melhor que a da Barbara.

Quanto à língua, olha... é como o arroz: não se encontra em snacks, fast-foods e take-aways (lol), só em restaurantes de qualidade. ;)

IC disse...

Gostei (confesso que me parece que não conhecia Patricia Kaas).
Quanto à língua francesa, eu não tenho só alguma pena, tenho um desgosto pela sua caída, ainda por cima com o horrível inglês tornado língua universal (desculpa o "horrível", mas sempre assim achei, e gostos... são gostos, pronto)
***

MAM disse...

caro amigo,
nestas palavras que eu não conhecia, está bem presente a hipocriasia que tem reinado na "doçura argumentativa" dos últimos retóricos. è pena. Alguma vez se deia chamar as coisas pelos nomes.
armandina

Rosa disse...

Temos que valorizar todas as línguas e, não há dúvida alguma, o Inglês realmente é uma língua falada em todo mundo! Demos Graças por existir uma língua que nos permite interagir com outros povos...mas nunca menosprezando todas as outras:)

deep disse...

Tinha ouvido falar, mas não conhecia.

Obrigada pela partilha.

Boa semana.

Gala disse...

sou do tempo em ke o francês era obrigatório na escola. depois optavamos por inglês ou alemão.
agora o que está a dar é o "mandarim",dizem.

Oh Charles Azvanour, oh Edith Piaff :))

beijinhos

Rosa dos Ventos disse...

O Francês é uma língua de cultura!
Não há globalização que possa substituir a magia desta língua plasmada na literatura, música, cinema, pintura, etc!
Moi, j´adore le français!

Cristina disse...

Happy Valentine's Day
:)
Kisses

aldina disse...

É uma das minhas cantoras de eleição; a sua determinação serena quer na escolha das composições quer nas interpretações que soberbamente defende, e que podemos considerar como um de remo contra a maré!

Até sempre

Maria Lisboa disse...

Quand le cri du corps se fait dense
et danse le corps
dans la nudité du cri
danse le cri
sur la peau nue
danse le souffle
dans l'air
par le geste
par le corps
par le nu
en sa douleur
en son silence
un cri de femme
révélée

Huguette Bertrand