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[Tiziano Ferro]
quarta-feira, junho 11, 2008
domingo, junho 08, 2008
# CCXLVII - E quem um dia irá dizer?
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[De noite, há muitos gatos ... pardos!]
Como milhares de outros, tenho uma predilecção assumida por Renato Russo, a alma dos Legião Urbana. Ouvi, ouvi, ouvi, continuo a ouvir,...
Um dos temas de que mais gosto é este que hoje posto : Eduardo e Mônica.
Quantos Eduardos, quantas Mónicas conheceremos nós? Quantos de nós acreditam nas razões do coração?
Eduardo E Mônica
Legião Urbana - Composição: Renato Russo
Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão...?
Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade, como eles disseram...
Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer...
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse:
"Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir"
Festa estranha, com gente esquisita
"Eu não 'tou' legal, não agüento mais birita"
E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
"É quase duas, eu vou me ferrar..."
Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete,
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard
Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de camêlo
O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo
Eduardo e Mônica era nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
De Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema "escola, cinema
clube, televisão"...
E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser...
Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro, artesanato, e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar...
Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar... (Nããããoooo!)
E ela se formou no mesmo mês
Que ele passou no vestibular
E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz
Construíram uma casa há uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana, seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram
Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no Verão
Só que nessas férias, não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação
Ah! Ahan!
E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão...?
Eduardo E Mônica
Legião Urbana - Composição: Renato Russo
Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão...?
Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade, como eles disseram...
Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer...
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse:
"Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir"
Festa estranha, com gente esquisita
"Eu não 'tou' legal, não agüento mais birita"
E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
"É quase duas, eu vou me ferrar..."
Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete,
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard
Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de camêlo
O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo
Eduardo e Mônica era nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
De Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema "escola, cinema
clube, televisão"...
E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser...
Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro, artesanato, e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar...
Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar... (Nããããoooo!)
E ela se formou no mesmo mês
Que ele passou no vestibular
E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz
Construíram uma casa há uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana, seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram
Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no Verão
Só que nessas férias, não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação
Ah! Ahan!
E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão...?
domingo, junho 01, 2008
# CCXLVI - Los mesmos errores
[Olhares lineares, visões vulgares - Maio'08]
James Blunt - Same Mistakes
So while I'm turning in my sheets
And once again, I cannot sleep
Walk out the door and up the street
Look at the stars beneath my feet
Remember rights that I did wrong
So here I go
Hello, hello
There is no place I cannot go
My mind is muddy but
My heart is heavy, does it show
I lose the track that loses me
So here I go
Oo oooooo ooo ooo oo oooo...
And so I sent some men to fight,
And one came back at dead of night,
Said "Have you seen my enemy?"
Said "he looked just like me"
So I set out to cut myself
And here I go
Oo oooooo ooo ooo oo oooo...
I'm not calling for a second chance,
I'm screaming at the top of my voice,
Give me reason, but don't give me choice,
Cos I'll just make the same mistake again,
Oo oooooo ooo ooo oo oooo...
And maybe someday we will meet
And maybe talk and not just speak
Don't buy the promises 'cause
There are no promises I keep,
And my reflection troubles me
So here I go
Oo oooooo ooo ooo oo oooo...
I'm not calling for a second chance,
I'm screaming at the top of my voice,
Give me reason, but don't give me choice,
Cos I'll just make the same mistake
I'm not calling for a second chance,
I'm screaming at the top of my voice,
Give me reason, but don't give me choice,
Cos I'll just make the same mistake again
Oo oooooo ooo ooo oo oooo...
So while I'm turning in my sheets
And once again, I cannot sleep
Walk out the door and up the street
Look at the stars
Look at the stars, falling down,
And I wonder where, did I go wrong.
sábado, maio 24, 2008
# CCXLV - Também vão para o céu...
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[Algures da net]
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Os Cat Power estão por cá. A vocalista imprime a este grupo uma alma tal que este se confunde com ela própria e transformou-se numa banda de culto dentro do género indie-rock.
Além de temas próprios, os Cat Power vestem de outras roupagens temas alheios. Os seus covers são merecedores de uma escuta atenta.
Deixo um dos meus favoritos - porque o tema original é por demais bonito, porque a versão o recorda muito bem e porque... a alma não tem cor!
Angelitos negros [Antonio Machín]
Pintor nacido en mi tierra
con el pincel extranjero
pintor que sigues el rumbo
de tantos pintores viejos
Aunque la Virgen sea blanca
píntame angelitos negros
que también se van al cielo
todos los negritos buenos
Pintor si pintas con amor
Por... que... desprecias su color
si sabes que en el cielo
también los quiere Dios
Pintor de santos de alcoba
si tienes alma en el cuerpo
porque al pintar en tus cuadros
te olvidaste de los negros
Siempre que pintas iglesias
pintas angelitos bellos
pero nunca te acordaste
de pintar un ángel negro
Pintor de santos de alcoba
si tienes alma en el cuerpo
por que al pintar en tus cuadros
te olvidaste de los negros
Siempre que pintas iglesias
pintas angelitos bellos
pero nunca te acordaste
de pintar un ángel negro.
Angelitos negros [Antonio Machín]
Pintor nacido en mi tierra
con el pincel extranjero
pintor que sigues el rumbo
de tantos pintores viejos
Aunque la Virgen sea blanca
píntame angelitos negros
que también se van al cielo
todos los negritos buenos
Pintor si pintas con amor
Por... que... desprecias su color
si sabes que en el cielo
también los quiere Dios
Pintor de santos de alcoba
si tienes alma en el cuerpo
porque al pintar en tus cuadros
te olvidaste de los negros
Siempre que pintas iglesias
pintas angelitos bellos
pero nunca te acordaste
de pintar un ángel negro
Pintor de santos de alcoba
si tienes alma en el cuerpo
por que al pintar en tus cuadros
te olvidaste de los negros
Siempre que pintas iglesias
pintas angelitos bellos
pero nunca te acordaste
de pintar un ángel negro.
quinta-feira, abril 24, 2008
# CCXLIV - Porto meets the voice
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[A simpatia irradiava... o talento também!]
Quando eu canto, que se cuide quem não for meu irmão
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[A simpatia irradiava... o talento também!]
Foi um verdadeiro encontro com Edson Cordeiro. Acompanhado apenas pelo cantor e pianista alemão Broder Kuhne, o cantor fenómeno ( segundo a crítica da BBC, a criação que resultaria duma mistura improvável de Freddie Mercury, Maria Callas e Janis Joplin!) fez desfilar perante um público quente, carinhoso e emotivo uma série de recriações, ousadas e muito bem conseguidas, de temas consagrados por divas como Edith Piaff, Dalva de Oliveira, Nina Hagen, Amália (!), ...
A irreverência marcou presença constantemente, apenas entrecortada aqui e além por momentos de entrega sentida - como quando cantou o "Avé Maria, nos seus andores...".
O espectáculo terminou da melhor maneira possível : sentado naquele palco [Raio de sala!], quase tocando no público, Edson interpretou Voz de Mulher, integrando-lhe o excerto final do famosíssimo tema Foi Deus, da Amália. Foi muito bonito ouvir grande parte da audiência fazer coro entoando:
Fez poeta o rouxinol / Pôs no campo o alecrim / Deu as flores à primavera / Ai, e deu-me esta voz a mim.
Um dos momentos altos foi este tema...
Baioque
Composição: Chico Buarque
Composição: Chico Buarque
Quando eu canto, que se cuide quem não for meu irmão
O meu canto, punhalada, não conhece o perdão
Quando eu rio
Quando eu rio, rio seco como é seco o sertão
Meu sorriso é uma fenda escavada no chão
Quando eu choro
Quando eu choro é uma enchente surpreendendo o verão
É o inverno, de repente, inundando o sertão
Quando eu amo
Quando eu amo, eu devoro todo meu coração
Eu odeio, eu adoro, numa mesma oração, quando eu canto
Mamy, não quero seguir definhando sol a sol
Me leva daqui, eu quero partir requebrando rock'n roll
Nem quero saber como se dança o baião
Eu quero ligar, eu quero um lugar
Ao sol de Ipanema, cinema e televisão
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