domingo, abril 20, 2008

# CCXLIII - Lufada de ar fresco

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[Comunicar... estéticas, metamorfoses?]


Da banda sonora de Juno, um tema ultra-light, a fazer lembrar cafés de fim de tarde numa esplanada de Verão...


[ Anyone else but you - Moldy Peaches ]

You're a part time lover and a full time friend
The monkey on you're back is the latest trend
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

I kiss you on the brain in the shadow of a train
I kiss you all starry eyed, my body's swinging from side to side
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

Here is the church and here is the steeple
We sure are cute for two ugly people
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

The pebbles forgive me, the trees forgive me
So why can't, you forgive me?
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

I will find my nitch in your car
With my mp3 DVD rumple-packed guitar
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu du

Up up down down left right left right B A start
Just because we use cheats doesn't mean we're not smart
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

You are always trying to keep it real
I'm in love with how you feel
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

We both have shiny happy fits of rage
You want more fans, I want more stage
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

Don Quixote was a steel driving man
My name is Adam I'm your biggest fan
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

Squinched up your face and did a dance
You shook a little turd out of the bottom of your pants
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu du
But you







[Huuum...]

domingo, abril 13, 2008

# CCXLII - Interior

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(Paredes, 11 de Abril)


Mais do que recear onde se vai chegar, importa viver os dias que nos conduzirão lá.




[Ao som de Fragmagens, do mais recente álbum dos Donna Maria - Música para Ser Humano]

domingo, abril 06, 2008

# CCXLI - À la Rodin

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[05_Abril_2008]


Começar/Terminar?
Entrar/Sair?
Ficar/Partir?
Estimular/Impedir?
Aproximar/Afastar?

Emoção/Razão?
Egoísmo/Altruísmo?

.../...?


What can I do
When the bird's got to die
What can I do
When she's too weak to fly
What can I do
When she's calling my name
She's crying
Mama,
Help me to live
What can I do

[Antony And The Johnsons - What Can I Do]



sábado, março 29, 2008

# CCXL - Magnólias I


(Amarelas. Há-as amarelas!)


- A natureza é fantástica - dizias enquanto confessavas o quanto gostas de buganvílias e o teu pensamento ainda se encontrava surpreso pelo Situs Inversus Totalis. Ficaste a saber que aquelas flores que te trazem prisioneiro o olhar são azáleas.

Depois falei-te das magnólias. Das brancas, das cor de rosa e das estreladas que já conhecias.

Trouxe-te OUTRA novidade: também as há amarelas.



das magnólias

Sabes, leitor, que estamos ambos na mesma página
E aproveito o facto de teres chegado agora
Para te explicar como vejo o crescer de uma magnólia.
A magnólia cresce na terra que pisas — podes pensar
Que te digo alguma coisa não necessária, mas podia ter-te dito, acredita,
Que a magnólia te cresce como um livro entre as mãos. Ou melhor,
Que a magnólia — e essa é a verdade — cresce sempre
Apesar de nós.
Esta raiz para a palavra que ela lançou no poema
Pode bem significar que no ramo que ficar desse lado
A flor que se abrir é já um pouco de ti. E a flor que te estendo,
Mesmo que a recuses
Nunca a poderei conhecer, nem jamais, por muito que a ame,
A colherei.

A magnólia estende contra a minha escrita a tua sombra
E eu toco na sombra da magnólia como se pegasse na tua mão



Daniel Faria, in Dos Líquidos





[Song for Che - Robert Wyatt]

segunda-feira, março 24, 2008

# CCXXXIX - Introspecção


(Senhora das Dores)



revitalizado o Jorge Palma, trouxeram-me, numa conversa, um dos seus temas marcantes.
e eu, que não cultivo Jorge Palma, concordei com a força do tema.
noutra voz. mais minha.
em partilha, Paulo Bragança no tema de Jorge Palma, Minha Senhora da Solidão.


Minha senhora da solidão
Minha senhora das dores
Quanto tempo falta para te ver sorrir
Quantas misérias ainda vais exibir
Quanto tempo mais vou ter de te ouvir queixar?

Minha senhora da solidão
Vê como o sol brilha hoje
Odeio ver-te sempre de luto
Gostava de ver o teu olhar enxuto
De descobrir alguma graça no teu andar

O teu crucifixo não me ilumina
O teu sacrifício não me pode fazer bem
Não é bom para ninguém
Oh não, não ajudas ninguém...

Minha senhora da solidão
Minha senhora dos prantos
Tens um "ai" encravado na boca
Que dia após dia te sufoca
Precisas bem mais do que uma simples oração

Minha senhora da solidão
Minha senhora das culpas
Tenho que evitar o teu contágio
Não quero mais saber do teu naufrágio
A praia esteve sempre ao alcance da tua mão

O teu crucifixo não me ilumina
O teu sacrifício não me pode fazer bem
Não é bom para ninguém
Oh não, não ajudas ninguém...