terça-feira, fevereiro 02, 2010

# CCCXLVIII - Pois não...

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[As portas que abrimos, Jan'10]



Foi uma surpresa ouvir este fulano numa canção deste tipo!
E gostei... da letra, do timbre, do sorriso que lhe adivinho nos olhos ao cantar isto.


I'm not the man you think I am
[Bryan Adams]



I'm not the man you think I am
I'm not that kind of guy
Beneath this sleek exterior
There's less than meets the eye

I'm just what you've been looking for
Your wildest dream come true
I'm not the man you think I am
But I'm the man for you

I'm on important business
I'm late for my premiere
I'm doing you a favor
Just by being here

Surely you can buy a drink
For someone so renowned
I'm not the man you think I am
But I'm the man you've found

I'm burning with indifference
I'm sleeping with desire
I'm selling snow to eskimos
I'm preaching to the choir

My past is catching up to me
My chips are coming due
I'm not the man you think I am
But I'm the man for you


domingo, janeiro 31, 2010

# CCCXLVII - 347

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[Caminhando - Nov'09]





My Friend - Bill Callahan

I looked all around
It was not written down
And so I'll tell you now
I will always love you
My friend

Now I'm not saying we're cut from the same tree
But like two pieces of the gallows
The pillar and the beam
Like two pieces of the gallows
We share a common dream -
To destroy what will harm other men
My friend

I looked all around
It was not written down
So I'll tell you now
I will always love you
My friend


sábado, janeiro 30, 2010

# CCCXLVI - Sombras

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[Sem cabeça - Jan'10]



Insistia em ser cerebral.


Achava que o emocional não devia ser anulado.





O tempo esvaía-se, como areia por entre as mãos.

O bailado a dois prosseguia. Aproximavam-se. Apoiavam-se. Afastavam-se. Mas voltavam sempre àquela indefinição que não sabiam (ou não queriam?) explicar.

O tempo, sempre o tempo. As indefinições. E uma insatisfação que se instalava, volta e meia.




Sentia-se estranho.
Quando saía, levava a mão sobre o coração. Um gesto criado em exclusivo.

Em resposta, via a sua mão erguer-se à cabeça.
Teria consciência do quanto esse seu gesto transmitia?








Talvez depois [Interpretação de Ana Moura]
Jorge Fernando / Custódio Castelo


Deixei de mim as frases que trocámos
Os beijos e o tédio de os não ter
Sem querer nós nos cegámos
Sem querermos ver

As roupas e os livros não os trouxe
Que se envelheçam cobertos de pó
Por querermos que assim fosse
Deixo-te só

Recuso a sombra, triste véu sobre minh’alma
Quero-me longe e sem tremores fujo de mim
Esmorece o dia, cai a noite e não se acalma
O querer saber qual a razão de ver-me assim

Não sei ser razoável nem te espero
No tempo que pediste p’ra nós dois
Amar-te assim não quero
Talvez depois

Marcaste a minha dúvida cinzenta
Do sentimento que te unia a mim
Sabê-lo não me alenta
Melhor o fim

Palavras... só palavras que como alento
Seduzem a minh’alma a querer-te tanto
Atrais-me o pensamento
Como um quebranto



quinta-feira, janeiro 28, 2010

# CCCXLV - Um dia talvez...

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[Por Tibães, também há anjos... - Jan'10]


Lá volto ao Sebastião Antunes e à boa música portuguesa!
Tem uma voz muito agradável. Escreve de forma simples, sobre as coisas simples, como tem que ser. E resulta magistralmente.


Sabes eu também - Sebastião Antunes


Estava difícil combinar um café
mas desta vez lá foi
Talvez possamos falar do que já lá vai
que às vezes ainda dói
da coragem esquecida que já se perdeu
quem deixou por dizer foste tu ou fui eu
da lembrança guardada num canto qualquer
da palavra apagada por não se entender
e dizer-te num gesto mais enternecido
sabes, eu também ando um pouco perdido

Vou preparar-te um jantar, com certeza
vou ser original
e vou escolher-te um bom vinho, tu sabes
nunca me saí mal
vou falar-te das voltas que a vida trocou
das verdades que o tempo já entrelaçou
entre sonhos queimados, lançados ao vento
entre a cor de um sorriso
e o tom de um lamento
e dizer-te de um sopro, empurrado pela sorte
sabes, eu também ando um bocado sem norte

Olha, não fiz sobremesa
deixa lá, fica para a outra vez
vamos deixar mais um copo a falar
dos quês e dos porquês
Uma história que nos apeteça lembrar
um episódio que nunca nos deu p'ra contar
em segredo guardado pelo cair do pano
um encontro marcado no cais de um engano
e dizer-te na hora em que a voz fraquejar
sabes, eu também... me apetece chorar

E vou chamar um táxi, é hora p'ra te levar a casa
era suposto um de nós nesta altura ficar com a alma em brasa
mas a vida é assim, não aconteceu
pouco importa dizer foste tu ou fui eu
o que importa é o abraço que estava por dar
há-de haver uma próxima e mais um jantar
e dizer-te a sorrir "já passa das três, dorme bem"
quem sabe? um dia, talvez...


sábado, janeiro 23, 2010

# CCCXLIV - Os penares de cada um

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Este poema é uma despedida do imposssível. Muito forte o " Hoy vas a entrar en mi pasado,/ en el pasado de mi vida..."
O tango tem uma nova musa (pouco consensual, é certo) - Adriana Varela!




Los mareados
Tango
1942
Music: Juan Carlos Cobián
Lyric: Enrique Cadícamo


Rara..
como encendida
te hallé bebiendo
linda y fatal...
Bebías
y en el fragor del champán,
loca, reías por no llorar...
Pena
Me dio encontrarte
pues al mirarte
yo vi brillar
tus ojos
con un eléctrico ardor,
tus bellos ojos que tanto adoré...

Esta noche, amiga mía,
el alcohol nos ha embriagado...
¡Qué importa que se rían
y nos llamen los mareados!
Cada cual tiene sus penas
y nosotros las tenemos...
Esta noche beberemos
porque ya no volveremos
a vernos más...

Tres cosas lleva mi alma herida:
amor... pesar... dolor...
Hoy vas a entrar en mi pasado
y hoy nuevas sendas tomaremos...
¡Qué grande ha sido nuestro amor!...
Y, sin embargo, ¡ay!,
mirá lo que quedó...