domingo, outubro 11, 2009

# CCCXXVII - Ilhas

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O festival de curtas metragens Tropfest é um dos mais famosos do mundo.

Começou, em 1993, num café de Sidney - o Tropicana - e é actualmente considerado como um dos melhores meios de promover a nível mundial este género de trabalhos.

Em 2008, foi este o vídeo vencedor - feito por Jason van Genderen com um telemóvel, orçamentado em cerca de 30 €, e registando imagens de duas metrópolis (Sydney e Nova York):



Este post é dedicado à B. que, num destes dias, me deixou na secretária um pequeno papel com uma frase apenas : "No man is an island".

- Conheço a frase - disse-lhe.

Então ela falou-me da autoria da frase, de outros usos da mesma, do Hemingway, ..., uma conversa rápida, de rajada, diria eu.

Curioso, como sou, fui a saber de onde conhecia a frase. E onde entraria o Hemingway...

Descobri a autoria - John Donne (1572-1631). Donne escreveu em Devotions Upon Emergent Occasions, Meditation XVII: Nunc Lento Sonitu Dicunt, Morieris :

" No man is an island entire of itself; every man is a piece of the continent, a part of the main. If a clod be washed away by the sea, Europe is the less, as well as if a promontory were, as well as if a manor of thy friend's or of thine own were: any man's death diminishes me, because I am involved in mankind, and therefore never send to know for whom the bells tolls; it tolls for thee."


Já se percebe onde entra Hemingway. No seu afamado livro Por quem os sinos dobram, datado de 1940, em cujo parágrafo inicial se pode ler "nenhum homem é uma ilha".

P.S. - As pesquisas levaram-me mais longe... mas isso ficará para outros posts!

segunda-feira, outubro 05, 2009

# CCCXXVI - Adeus, "La Negra!"

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Mercedes Sosa, uma das maiores divas da canção, morreu ontem.


"Segundo a família, seus restos serão cremados e as cinzas, espalhadas na cidade natal de Tucumán, em Mendoza e Buenos Aires."

A sua autenticidade transparecia nas canções que interpretava. Aquele ar indígena, o abraçar dos costumes e tradições, nunca a impediram de cantar os maiores poetas da língua espanhola. Ficam inesquecíveis os seus duetos com cantores brasileiros como Beth Carvalho [Solo le pido a Dios] , Milton Nascimento [Volver a los 17], Caetano Veloso, Chico Buarque, Elis Regina, Gal Costa... Há cerca de dois anos esteve no espectáculo de Maria Rita.









P.S. - Vale a pena ler a comovente declaração da família da artista...

domingo, setembro 27, 2009

# CCCXXV- A vida não é justa, mas ainda é boa!!!

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E se, num karaoke, se juntassem mais de 13.500 pessoas e dois mil microfones?
Uma operadora de rede móvel na Inglaterra convocou as pessoas para aparecerem na Trafalgar Square, uma praça no centro de Londres. A maioria achava que iria dançar, à semelhança do que a empresa já tinha feito na estação de metropolitano de Liverpool, mas desta vez era para soltar a voz e cantar o clássico dos Beatles 'Hey Jude'.







Aproveitem o dia (e a noite) para ver as estrelas!

sexta-feira, setembro 18, 2009

# CCCXXIV- Melancolia

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[Porto, Set'09]




Parece que o Verão já se vai despedindo. Nestes tempos de transições (em boa verdade, acho que em todos as alturas!) cai-me bem deixar o olhar pousado no horizonte, embalado por uma voz suave que vai desfiando histórias de solidões da estrada, de amores sofridos, de ressacas e redenções. De estados de espírito que mergulham em realidades existenciais.

Nestes momentos, acontece recorrer ao REPLAY, quando tropeço em canções como a que hoje deixo em partilha.



STEPHEN SIMMONS : A MAN WALKS INTO A BAR


You’d think that girl was happy there
Damn near all time I swear
Those big brown eyes and that smile
Can light up this town for half a mile

But when she lets her guard down
Her worn out cheeks turn into a frown
Stares off in the distance so dissatisfied
Where her mind’s been the whole damn time

Chorus:
Have you ever heard the one?
Where a man walks into a bar
Picks up a girl and falls in love
Like the dog that finally caught that car

At times she seems to laugh
Oh as if it never gets that bad
Oh you’d think that something was wrong
If she didn’t look happy for long

It’s a sound she makes with her mouth
To imitate the sound
She tries to sell as a laugh
But it’s feigned and with a hint of sad

[Chorus]

Don’t she know we don’t believe her
Maybe so but she seems convinced she’s a good deceiver
Oh I can’t lie
Sometimes it hurts when she cries
That’s how my baby gets by

[Chorus]







domingo, setembro 13, 2009

# CCCXXIII- When S turns to Z

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[Santo Tirso, 12 de Setembro de 2009]




O lugar é idílico. Uma propriedade com 150 hectares, inserida num vale estonteantemente belo.


Se a isto juntarmos a nossa música portuguesa e Tereza Salgueiro acompanhada por António Chainho e Fernando Alvim temos os ingredientes ideais para vivermos, na primeira pessoa, um Sonho de uma Noite de Verão.


Assim foi.


E percebo a necessidade de, sem o negar, romper com um passado, tentar a afirmação de um projecto distinto e que se vive no presente. Um S por um Z, imbui-se de um significado muito próprio e não tão evidente assim.











[Isn't she beautiful? - 12/09/2009]