segunda-feira, março 16, 2009

# CCXCIII - Are we dancer?

.
.
.




Olhamos? Vemos?

Mostramos? Somos?

Qual a parte que tem mais peso, em cada um de nós? A muito trabalhada, revestida a dourado e visível ou a ainda em bruto, escondida e, muitas vezes, bem maior?

Assumimo-nos como humanos (pensantes, decisores, racionais e/ou emotivos) ou seremos tão somente, marionetas (manobrados, condicionados, agrilhoados e coniventes) imersos num imenso tabuleiro imaginário?



[Escultura das Galerias da Miguel Bombarda, Mar'09]









The Killers - Human


I did my best to notice
when the call came down the line
up to the platform of surrender
I was brought but I was kind
and sometimes I get nervous
when I see an open door

Close your eyes, clear your heart

Cut the cord
are we human or are we dancer
my sign is vital, my hands are cold
and I´m on my knees
looking for the answer
are we human or are we dancer?

Pay my respects to grace and virtue
send my condolences to good
give my regards to soul and romance
they always did the best they could
and so long to devotion,
you taught me everything I know
wave good bye, wish me well


You gotta let me go
are we human or are we dancer?
my sign is vital, my hands are cold
and I´m on my knees
looking for the answer
are we human or are we dancer?

Will your system be all right
when you dream of home tonight
there is no message we're receiving
let me know is your heart still beating

Are we human or are we dancer?
my sign is vital, my hands are cold
and I´m on my knees
looking for the answer

You´ve gotta let me know
are we human or are we dancer
my sign is vital, my hands are cold
and I´m on my knees
looking for the answer
are we human
or are we dancer?

Are we human or are we dancer???




domingo, março 08, 2009

# CCXCII - Alimentar a alma

.
.
.

[Para ver na Famous Miguel Bombarda, no Porto - 07Mar2009]


Mais uma revitalização do Soho portuense está a acontecer. É um bálsamo para a alma, um mimo para os sentidos.
Vale a pena passar no CCB (nops.... não é o de Belém, é mesmo o Centro Comercial Bombarda), passear pelas galerias da Miguel Bombarda e ruas adjacentes, sentir aquele je ne sais quoi no ar.
Se se levar auriculares e um gadget apropriado, podemos ver obras como a que reproduzo em cima, ouvir o trecho como o que se segue [Secret Garden - "Sometimes When It Rains"] e... sentirmo-nos como que a voar.



terça-feira, março 03, 2009

# CCXLI - Se os conheceres, por favor... pedes-lhes ?

.
.
.



[Os deuses também se abatem - Gaia, Fev'09]

Se conheceres os deuses responsáveis por todas as leis, pede-lhes que cantem mais... das canções que os marinheiros em alto-mar juravam ouvir, alimentando sonhos, matando tristezas.











[Fnac do NS - The Partisan Seed]
.
.
.

Esta canção, ouvi-a no Sábado, num showcase da Fnac do Norte Shopping. Conhecia os dois trabalhos do Filipe Miranda aka The Partisan Seed. Convenceu-me plenamente. Um nome a reter. Uma mais valia na nova musicalidade portuguesa - com um cheiro a internacional, sem dúvida. A versão ouvida na Fnac ainda é melhor que esta do cd - os coros finais foram substituídos por uma algaraviada (perdoa-me Filipe! - se calhar é em árabe e do melhor...) que me soou simplesmente genial e deliciosa!

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

# CCXC - Retorno

.
.
.



[numa curva da vida - porto, fev'09]



Por vezes somos assolados por uns momentos em que o tempo se imobiliza e nos transporta ao passado, deixando-nos reféns de instantes, vivências ou sentires - acho que é uma forma de saudade, cada um destes retornos.


Esses momentos carregam cheiros, cores, olhares, sorrisos, lágrimas, corridas, bancos, erva, cama, rios, moinhos, mar, areias, viagens, cumplicidades, embaraços, prazeres, deslumbramentos e, sempre, bandas sonoras.


E, hoje, a banda sonora contém o tema "Lanterna dos Afogados" de Herbert Vianna, o vocalista e principal compositor dos Paralamas do Sucesso.

Esta é a versão em dueto com Gal Costa, no seu álbum - imperdível - Acústico, de 1997.




Lanterna dos Afogados - Herbert Vianna


Quando tá escuro
E ninguém te ouve
Quando chega a noite
E você pode chorar
Há uma luz no túnel
Dos desesperados
Há um cais de porto
Pra quem precisa chegar
Eu tô na Lanterna dos Afogados
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar

Uma noite longa
Pra uma vida curta
Mas já não me importa
Basta poder te ajudar
E são tantas marcas
Que já fazem parte
Do que eu sou agora
Mas ainda sei me virar
Eu tô na Lanterna dos Afogados
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar



quarta-feira, fevereiro 25, 2009

# CCLXXXIX - Can I?

.
.
.


[E o mar ali tão perto... - Fev'09]




O calor sentia-se. Tiraste o casaco, mantendo os óculos escuros. As palavras faziam a conversa escorreita.


- Há tantas pessoas que vamos conhecendo. No entanto, mantemos apenas algumas nas nossas vidas. O que terão essas pessoas para serem, exactamente essas, as que vamos mantendo?


E vestiste o casaco.


- Sabes - disse-te eu - acho que permanecem as que conseguem, de alguma forma, fazer-nos sentir especiais.


- É irritante essa tua maneira de teres tudo tão arrumadinho. As ideias tão feitas, as verdades tão seguras...


- É - concordei.


Rimos ambos. E vesti o meu casaco.


No regresso a casa, ouvi Clem Snide.
Também acharás, estou seguro - ai as minhas certezas! - que todos temos um pouco de Jagger's ou Bowie's ou Stone's ou Jolie's. (Mick, David, Sharon ou Angelina).

E que, assim, até tem alguma piada, dirias tu.
Eu retorquiria - sim, assim, até vale a pena...
.



Clem Snide - Your Favorite Music

your favorite music
well, it just makes you sad
your favorite music
well, it just makes you sad
but you like it
'cause you feel special that way

you feel special
that you're like no one else
you feel special
that you're like no one else
but then you're lonely
and you need someone to help
but then you're lonely
and you need someone to help

and i can't teach you
to learn to love yourself
i can't teach you
to learn to love yourself

but here's a sad song
that i wrote for no one else
but here's a sad song
that i wrote for no one else